Você tem dado atenção à sua identidade olfativa?

Na minha última compra de produtos de higiene pessoal não achei meu desodorante de sempre e resolvi optar por um novo. Raramente o faço porque sou daquelas alérgicas que preferem nem arriscar para evitar medicação posterior, o que faz de mim uma consumidora fiel de determinadas marcas.

Optei por um desodorante da Johnson’s sem cheiro. Nestas semanas, cada vez que o uso, lembro de um papo que Chris e eu tivemos bem no começo do Cosmethica sobre os produtos sem ou com pouco perfume que fazem sucesso no exterior, mas são ruins de vendas no Brasil.

Na época eu tinha descoberto a linha Cerave que tem justamente essa premissa: hidrata com qualidade e com formulações hipoalergênicas sem “brigar nem competir” com o perfume que adotamos como nossa identidade olfativa.

Somos um povo cheiroso, asseado e gostamos disso. Lembram-se de quando contamos aqui da pesquisa internacional que nos colocava muito bem no ranking dos países mais asseados?

Ser cheirosinho é um orgulho nacional!

Não é à toa que mesmo em épocas de crise por aqui a indústria da beleza melhora as vendas. Estar bem, asseado, bonito, com aparência de arrumado, é uma arma para o sucesso, para driblar as coisas difíceis, para se sair bem na vida.

E também para atrair coisas boas, concordam?

Por falar em atração, chegamos num ponto que é do interesse de todo mundo. Todos mundo já ouviu falar – talvez até já tenhamos lido a respeito – dos feromônios e a importância deles na atração sexual. A ideia não é baseada exatamente nos seres humanos:

“A palavra feromônio deriva do grego e significa algo como “que transmite excitação”. No dicionário Houaiss da Língua Portuguesa a explicação é: “substância biologicamente muito ativa, secretada por insetos e mamíferos, com funções de atração sexual, demarcação de trilhas ou comunicação entre indivíduos”

Há alguns anos eu fiz uma experiência que se tornou uma prática e mudou muito a rotina da família e o meu relacionamento.

 

Resolvi dar um basta num dos principais agentes responsáveis pela perda do interesse sexual nos parceiros que passam a morar juntos: a mesmice do cheiro.

Minha ideia era de que, quando a gente está se conhecendo ou só namora, toma banho, lava roupa e tudo mais que é ligado ao cheiro da gente em casas separadas. Depois que passa a morar junto, sabão em pó, o amaciante de roupas, não raro até mesmo o o sabonete e o xampu são os mesmos. E o cheiro do outro passa a ser o mesmo cheiro da gente! Quando se tem filhos, a coisa piora, é uma coletividade com o mesmo cheiro.

Passei a comprar t-u-d-o separado.

Quer dizer, quase tudo, não consegui manter a coisa de lavar roupas separadamente! (risos) 

Enfim, sabonetes, shampoos, condicionadores, desodorantes, creme dental (é, hálito fresco também pode definir a personalidade) e os cremes, são todos separados. No verão, até mesmo os filtros solares de praia são voltados para cada tipo de pele, o que faz a gente ter cheirinho diferente mesmo fora de casa, em contato com outras pessoas. O hábito, arraigado há anos, não aumentou tanto a nossa conta, pois sendo tão individualizado, cada um cuida mais das suas coisas. Até mesmo minha filha pequena, de quase 4 anos, tem todo cuidado com sua necessaire e se orgulha dos seus pertences.

O resultado é bem positivo sabem? E quanto à resposta na vida conjugal, não vou entrar em detalhes, só posso dizer que recomendo a experiência.

😉

Sam Shiraishi

Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.
Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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