Plano B: O mercado de revenda de cosméticos

Eles estão em todo o lugar, no escritório, no salão de beleza, na bolsa de sua amiga e até num happy hour, os catálogos de produtos de beleza estão sempre presentes e sem se deslocar para uma perfumaria, é possível comprar maquiagens, perfumes, cremes e produtos para capilares.

Além da comodidade para o consumidor, para quem vende a proposta inicial de um rendimento extra é muito bem-vindo, e dependendo do empenho esse negócio pode-se tornar algo muito lucrativo (afinal é quase impossível não dobrar o pescoço ao ver um carrão rosa passando pelo trânsito) e se tornar a primeira opção de trabalho.

Exército Rosa da Mary Kay

Antes de se jogar nesse ramo, alguns pontos são importantes para se questionar:

  • Quem será o meu público alvo?

Inicialmente o principal mote para a revenda de cosméticos, é identificar os potenciais clientes, geralmente os colegas de trabalho, vizinhança, familiares e amigos. Mas lembre-se que eles são sua rede de contatos pessoais, tem que saber se são bons pagadores, e tome cuidado para não se tornar a(o) chata(o) do catálogo.

  • Nos meus grupos sociais, já existem revendedores de qual produto?

Esse é um item importante para se avaliar, se já existe um revendedor do mesmo produto, pois a concorrência irá diluir a quantidade de rendimentos, além disso pode-se criar uma luta (as vezes desleal) pelo território.

No site da Associação Brasileira de Vendas Diretas estão listadas as 21 maiores empresas de catálogo do Brasil, conhecendo quem vende bem, pode ser importante para definir qual melhor marca venderá melhor na sua rede de contatos.

Ah sim, algumas dessas empresas usam a forma de marketing multinível, e captar vendedoras e entrar numa rede pode ser rentável.

  • Qual é o investimento inicial?

Identificado, potenciais clientes e local para iniciar a venda é importante saber que a venda não é pegar um catálogo e sair por aí vendendo é necessário um investimento inicial para começar, além disso existe um valor para o pedido mínimo, valores jul/17:

Avon Kit inicial: R$140,00 pedido mínimo: R$140,00

Eudora Kit inicial: O kit escolhido é cobrado na primeira fatura. pedido mínimo: R$150,00

Hinodê Kit inicial: R$69,00 pedido mínimo: R$240,00

Jequiti Kit inicial: R$89,00 pedido mínimo: Varia de região

L’Acqua di Fiori: Kit Inicial: R$121,00 pedido mínimo: R$350,00

Mary Kay Kit inicial: R$169,00 pedido mínimo: R$700,00

Natura Kit inicial:O kit escolhido é cobrado na primeira fatura. Pedido mínimo: R$350,00

Ah dependendo a campanha as promoções mudam para compra de kit mínimo.

  • Qual é o seu tempo disponível?

Essa parte que é fundamental para o sucesso de suas vendas. Qual é  o tempo que você terá para se dedicar para as vendas? É possível realizar a venda mostrando o catálogo somente, mas o approach, demosntração da performance dos produtos fará toda a diferença, a fundadora da Mary Kay, Mary Kay Ash (1918 – 2001) fala em comprometimento de 15 horas semanais para as vendas… é importante avaliar se você tem esse tempo disponível.

  • Eu tenho perfil de vendas?

No caso deve ser avaliado se você tem perfil de vendas, e no caso não digo sobre meter a cara e oferecer os produtos, mas sua paciência em atender os potenciais clientes, identificar a real necessidade dos clientes e não empurrar o que você tem em estoque e responder rapidamente suas mensagens via whatsapp e telefonemas, ouvir reclamações e correr atrás dos pagamentos.

  • Conhecimento é poder

Não é só jogar o catálogo na mão da amiga e torcer pelo o melhor, por isso é importante conhecer a linha de produtos que você está vendendo e também qual é a função dos produtos, isso fará toda a diferença para a venda, você sabe como funciona uma água micelar? Ou a necessidade de usar um primer antes da maquiagem? Por isso é que existe as reuniões com as consultoras lá é o melhor lugar para tirar dúvidas, saber sobre os lançamentos e perguntar sobre as dúvidas sobre aplicação.

Além disso geralmente nessas reuniões outros assuntos são abordados como auto imagem, marketing pessoal, por exemplo o escritor do best seller, O Poder do Hábito , Charles Duhigg palestrou na convenção da Hinodê desse ano.

  • Auto controle

Claro que todo mundo fica seduzido por cosméticos, então a tentação de comprar tudo para você é muito perigoso e aí o seu lucro vai lá pra baixo.

Outra coisa é não se jogar com tudo nas promoções, é necessário avaliar qual é a demanda da sua rede e se vale a pena o investimento e todas as promoções.

  • Use a tecnologia a seu favor

Ganhou o cliente, mas está meio inseguro se ele vai pagar ou não? Invista numa máquina de débito/crédito e você já saí com o pagamento garantido das reuniões, mas comodidade para o cliente e segurança para o revendedor.

  • Quero vender, mas tenho vergonha

Por mais desinibida que a pessoa seja, sabemos que sair vendendo, sem uma experiência prévia é muito difícil, então seria o caso de começar por uma loja virtual, a Cosmetic Green possui um modelo de negócios que permite ao franqueado vender os produtos da franqueadora em uma loja virtual com várias marcas de cosméticos, hospedada no mercado livre. E o investimento inicial é acessível e pode ser parcelado em até 10x.

  • Faça contas

A margem de lucro está em média entre 30 a 40% para a revendedora, por exemplo o pedido mínimo da Mary Kay é de R$700,00 e a margem é de 40% isso significa que você pode ter um lucro de R$280,00. E em tempos de crise uma fonte de renda a mais é sempre bem-vinda!

Com essa conta em mente é possível avaliar se vale a pena o investimento de tempo ou não.

  • Plano B

Crises financeiras são as épocas mais lucrativas para a indústria de beleza. O fenômeno, conhecido como “Índice Batom”, foi percebido por Leonard Lauder, presidente da tradicional marca de cosméticos norte-americana Estée Lauder, após notar aumento nas vendas em 2001, com os Estados Unidos devastados pela queda das Torres Gêmeas e com baixa atividade econômica. No Brasil, a percepção também faz sentido.

Em tempos de recessão econômica, as pessoas compram mais artigos de beleza do que bens duráveis.

E mesmo atravessando um dos piores momentos econômicos o setor de cosméticos é o que acena com a menor perda.

É importante avaliar esses fatores, pois se as coisas derem certo, pode ser que o plano B logo, logo, se torne o seu plano A!

 

Christina Santos

Desde criança sou apaixonada por cosméticos, a brincadeira se tornou algo sério, minha carreira profissional sempre foi dedicada para pesquisa e desenvolvimento de produtos cosméticos.
Todo ano aparecem novidades e novas aplicações e sempre busco descobrir algo novo para passar a informação de maneira descomplicada e de fácil compreensão.

2 comentários em “Plano B: O mercado de revenda de cosméticos

  • 05/07/2017 em 17:49
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    Sabe o que me impressionou? A diferença de valores de pedido mínimo das marcas!

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