Qual o melhor peeling para meu problema de pele?

Creio que todo mundo gostaria de ter uma pele lisinha, sem células mortas, iluminada e com poucas linhas de expressão e rugas, manchas, acne e outras imperfeições, não é mesmo?

Mas, exceto para quem tem uma genética maravilhosa ou se alimenta incrivelmente bem como um passarinho, isso parece um sonho que se atinge com uso de tecnologia – e olhe lá!

 

Depois dos 40 e três gravidezes, eu sinto muita saudade da pele boa e lisinha. Mas nunca me iludi: mesmo na adolescência, quando era totalmente vegetariana e macrobiótica, eu nunca tive a pele boa sem ajuda de profissionais.

 

Tinha uma super tendência à acne e minha mãe teve a sabedoria de me manter por alguns anos sob os cuidados de uma esteticista. A Clara salvou minha pele e me ensinou muita coisa. Uma delas é que vale a pena investir em alguns tratamentos para reforçar os cuidados diários.

Salvei aqui umas dicas da fisioterapeuta dermatofuncional Valquiria Meira, parte de uma pesquisa que estou fazendo para decidir o que fazer com minhas manchinhas da idade!

🙂

Fazer ou não fazer um peeling? Minhas amigas têm me indicado há anos esta solução!

Fazer um peeling na pele nada mais é que descamá-la com o objetivo de retirar as células envelhecidas e mortas, que já sofreram a ação do tempo e não estão mais trabalhando como deveriam, por isso o tratamento é eficaz para remover manchas, cicatrizes da acne e combater a oleosidade excessiva.

Há também os peelings que estimulam a produção de colágeno, sendo os mais indicados para tratar rugas superficiais e flacidez. O procedimento é realizado principalmente no rosto, mas colo, pescoço e mãos também podem ser submetidos ao tratamento. A principal vantagem da técnica está na melhora da aparência da pele, que ganha viço e brilho. Mas para cada problema de pele existe um tipo de peeling mais indicado.

Físico ou químico?

A diferença entre esses dois tipos é a forma como é feita a descamação da pele.

  • Os químicos são feitos com ácidos e os físicos realizam uma espécie de lixamento em contato com a pele. Entre os peelings físicos estão a esfoliação caseira, o peeling de cristal e o de diamante.
  • Já para os peelings químicos são usados ácidos como o retinoico e o salicílico.

Qualquer pessoa pode fazer peelings, mas sempre com a intensidade adequada, no caso dos peelings físicos, ou concentração correta dos ácidos, no caso dos químicos. Para cada caso existe uma possibilidade.

Confira a seguir qual é o peeling mais recomendado para o seu problema de pele.

Pele sem brilho
Sua pele está com aspecto cansado, sem brilho ou sem viço, mas não tem nenhum problema mais importante, como acne ou oleosidade? Esse problema acontece quando a camada de células envelhecidas já está muito espessa. Para controlar o problema, é recomendável a esfoliação em casa, com sabonetes esfoliantes específicos para o rosto. A esfoliação em casa pode ser feita no máximo duas vezes por semana, caso a frequência seja maior a pele pode acabar ficando muito sensível”, explica. Essa é uma boa pedida principalmente para mulheres que já passaram dos 35 anos: “aos 20 anos, a renovação celular é feita naturalmente a cada 28 dias – após os 35 ela pode demorar até 45 dias para acontecer.

 

Pele oleosa
A melhor opção para peles oleosas é o peeling químico à base de ácido salicílico. Essa substância é especialmente eficaz na regulação da produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas da pele. O ácido salicílico também é muito utilizado pela sua ação queratolítica, ou seja, ele promove afinamento da pele, aliviando cicatrizes e rugosidades. O peeling com ácido salicílico gera ardor leve na aplicação, mas é bastante seguro para qualquer tipo de pele. Como qualquer substância irritativa, o uso do ácido salicílico deve ser monitorado para evitar traumatizar a pele. Deve-se monitorar também a associação com outros produtos irritantes. Esse tipo de peeling pode ser feito uma vez por semana, a cada 15 dias ou de acordo com a recomendação profissional.

 

Pele com fotoenvelhecimento
Existem dois tipos de envelhecimento da pele: o cronológico, causado pela ação natural do tempo, e o fotoenvelhecimento, causado pela ação de fatores ambientais, principalmente a radiação ultravioleta do sol. Ao penetrar na pele, os raios UV atingem a derme profunda, causando danos ao colágeno que resultam em flacidez, manchas, rugas e textura mais áspera da pele. Para tratar o fotoenvelhecimento severo é necessário que seja feito um peeling químico mais profundo, que vai agir até a derme profunda, camada em que penetram os raios UV. O peeling com ácido tricloroacético 30% ou fenol retira quimicamente as camadas envelhecidas pela ação do sol – epiderme, derme superficial e parte da derme profunda – e estimula a formação de uma pele nova. Com isso, haverá a produção de colágeno novo, que tomará o lugar do colágeno danificado, em consequência haverá melhora da flacidez e do tônus da pele, além de melhora sutil das rugas. A descamação da pele ajudará a disfarçar discretamente as manchas mais profundas, enquanto as sardas, que são mais superficiais, podem melhorar significativamente. A renovação celular melhorará a textura da pele. Vale lembrar que os cuidados após a aplicação desse tipo de peeling, mais profundo, são indispensáveis: use os produtos cicatrizantes recomendados pelo profissional, filtro solar químico – que causa menos irritação e ardor – e fique de três a sete dias de repouso em casa.

 

Pele ressecada
Uma boa opção para quem tem pele ressecada e precisa de hidratação é associar um peeling físico, como o peeling de cristal ou diamante, à aplicação de cosmético com ácido hialurônico. O ácido hialurônico age atraindo moléculas de água para perto dele, daí a ação hidratante. No entanto, para que ele faça efeito, é necessário que suas moléculas sejam de baixo peso molecular, portanto capazes de atravessar a barreira da pele. A remoção da camada superficial da pele permite que ele aja ainda mais profundamente na pele, otimizando os resultados. O tratamento com ácido hialurônico deve ser acompanhado de proteção solar com FPS mínimo de 30 com reaplicação de duas em duas horas.

 

Pele com manchas
No caso das manchas de pele mais profundas, chamadas de melasmas, existem opções que podem ser mais eficientes que o peeling, como o laser ou o uso diário de ácidos clareadores, por exemplo. Mas para as sardas e melanoses, manchas localizadas na camada mais superficial da pele, o peeling físico é uma boa opção. O ideal é que o peeling de diamante ou de cristal remova toda a epiderme, chegando até a derme superficial, clareando as manchas.

 

Pele com rugas
As rugas finas são marcas mais profundas e por isso têm um benefício discreto com o uso do peeling. O benefício ocorre principalmente quando, junto ao peeling, é feito uso de cosméticos que agem suavizando as linhas de expressão, como o retinol e as vitaminas A e C.

 

 

Pele com flacidez
A esfoliação promovida pelo peeling estimula a produção de colágeno, a principal proteína responsável por dar forma, estrutura e sustentação à pele. Logo após um peeling físico leve, como o peeling de cristal, a pele fica mais viçosa e firme. No entanto, em casos de flacidez mais pronunciada o peeling terá resultado muito discreto. Também é importante diferenciar a flacidez da pele da flacidez muscular, caso em que o peeling não trará qualquer benefício.

 

Pele com cravos
O ácido retinoico (também chamado de tretinoína ou de vitamina A ácida) é considerado padrão ouro no tratamento da acne grau 1, que apresenta-se como cravos inflamados. Por suas propriedades de afinar a pele e por aumentar a renovação celular, pode realmente produzir resultados terapêuticos excelentes. Por causar danos ao feto durante a gestação, o ácido retinoico é um medicamento que precisa de receita médica, é encontrado em produtos em concentrações desde 0,01 até 0,1%. Pode ser preparado em formulações manipuladas receitadas pelo especialista nas mais diversas concentrações e utilizado no consultório para peelings químicos até 5%. O peeling com ácido retinoico é praticamente indolor e tem ótima aceitabilidade pelos pacientes. Ele pode ser combinado com peelings físicos, como o peeling de cristal e o peeling de diamante, para que seus efeitos sejam otimizados. O uso do ácido retinoico deve ser monitorado para evitar traumas à pele. Deve-se monitorar também a associação com outros produtos também irritantes. Pelo seu efeito de afinar a pele, torna-a mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta. Recomenda-se evitar exposição excessiva ao sol. A frequência do peeling deve ser de 15 em 15 dias ou de acordo com a recomendação médica, porém o uso do medicamento em casa pode ser diário, conforme a indicação do especialista.

 

 

Pele com acne
A pele com acne pode ter bons resultados com o peeling de jessner. A solução de jessner associa ácido salicílico, ácido lático e resorcina. O ácido salicílico ajudará no controle da oleosidade, além de ter ação queratolítica, afinando a pele e amenizando a aparência da acne; a resorcina é um eficiente antisséptico, ou seja, impede a proliferação das bactérias na pele; o ácido lático, por sua vez, ajuda na esfoliação da pele. Essa solução pode ser usada em acnes de todos os graus, mas sempre com indicação médica e com frequência também determinada pelo médico. Esse tipo de peeling é considerado superficial, ou seja, remove apenas a epiderme, camada mais externa da pele, portanto os cuidados são mais simples. A indicação é evitar exposição solar e usar filtro solar com FPS mínimo de 30 e preferencialmente físico, que penetra menos na pele, reduzindo as chances de irritação e ardor.

 

Pele com cicatrizes de acne
O peeling químico também pode ajudar a amenizar cicatrizes de acne, mas nesse caso os efeitos devem ser mais profundos, uma vez que as cicatrizes da acne são também mais profundas, originadas na derme, a segunda camada da pele. Nesse caso, a indicação é o peeling com ácido tricloroacético 30% ou com fenol (fórmula de Baker). Esses dois peelings retiram toda a epiderme – a camada externa da pele – e agem profundamente na derme, amenizando bastante a cicatriz de acne. Nesse caso, será preciso ficar de três a sete dias em casa, pois a pele estará muito sensível. Durante esse período devem ser usados produtos cicatrizantes recomendados pelo médico e protetor solar físico, que, por reagir menos com a pele, tem menos chances de causar irritação ou ardor.

Sam Shiraishi

Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.
Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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